O Labirinto do Fauno (2006)
País: México, 118 minutos
Título Original: El Laberinto del Fauno
Diretor(s): Guillermo del Toro
Gênero(s): Drama, Guerra, Fantasia
Legendas: Português,Inglês, Espanhol
Tipo de Mídia: Cópia Digital
Tela: 16:9 Widescreen
Resolução: 1280 x 720, 1920 x 1080
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DOWNLOAD DO FILME E LEGENDA
PRÊMIOS
Oscar de Melhor Direção de Arte
2007 · Eugenio Caballero, Pilar Revuelta
Oscar de Melhor Fotografia
2007 · Guillermo Navarro
Oscar de Melhor Maquiagem e Penteados
2007 · Montse Ribé, David Martí
Prêmio Goya de Melhor Atriz Revelação
2007 · Ivana Baquero
Prêmio BAFTA de Cinema: Melhor Filme Estrangeiro
2007 · Guillermo del Toro, Alfonso Cuarón, Bertha Navarro, ...
Prêmio Hugo para Melhor Apresentação Dramática, Forma Longa
2007 · Guillermo del Toro
Saturn Award
2007 Best Performance by a Younger Actor/Actress
Prêmio Independent Spirit de Melhor Fotografia
2007 · Guillermo Navarro
Prêmio Goya de Melhor Roteiro Original
2007 · Guillermo del Toro
Prêmio BAFTA de Cinema: Melhor Figurino
2007 · Lala Huete
Prêmio Ariel de Melhor Atriz
2007 · Maribel Verdú
Prêmio Ariel de Melhor Filme
2007 · Tequila Gang
Prêmio Goya de Melhor Som
2007 · Martin Hernández, Miguel Ángel Polo
Costume Designers Guild Award de Melhor Figurino em Filme de Fantasia
2007 · Lala Huete
Prêmio Goya de Melhores Efeitos Especiais
2007 · Emilio Ruiz del Río, David Martí, Reyes Abades, ...
Prêmio Ariel de Melhor Direção de Arte
2007 · Eugenio Caballero, Pilar Revuelta, Ramón Moya
Prêmio Goya de Melhor Fotografia
2007 · Guillermo Navarro
Prêmio Ariel de Melhor Fotografia
2007 · Guillermo Navarro
Prêmio Ariel de Melhores Efeitos Especiais
2007 · Montse Ribé, David Martí, Reyes Abades, ...
Prêmio Bodil - Melhor Filme Não-Americano
2008 · Guillermo del Toro
Prêmio Nebula: Melhor Roteiro
2008 · Guillermo del Toro
Satellite Award de Melhor Filme de Animação
2006 · Picturehouse
New York Film Critics Circle Award de Melhor Cinematografia
2006 · Guillermo Navarro
Prêmio Ariel de Melhor Figurino
2007 · Lala Huete
Prêmio Ariel de Melhor Diretor
2007 · Guillermo del Toro
San Francisco Film Critics Circle Award de Melhor Filme em Língua Estrangeira
2006 · Guillermo del Toro
Prêmio Ariel de Melhor Música Composta para Cinema
2007 · Javier Navarrete
Prêmio BAFTA de Cinema: Melhor Maquiagem e Cabelo
2007 · José Quetglas, Blanca Sànchez
National Society of Film Critics Award
Melhor Filme 2007
Ondas Award for National Television: Cinemania Award
2007 · Maribel Verdú
Prêmio Goya de Melhor Maquiagem e Cabelo
2007 · José Quetglas, Blanca Sànchez
Prêmio Goya de Melhor Montagem
2007 · Bernat Vilaplana
Prêmio Ariel de Melhor Maquiagem
2007 · José Quetglas, Blanca Sànchez
ADG Award de Melhor Design em Filme de Fantasia
2007 · Carlos Zaragoza, Eugenio Caballero, Alicia Castro, ...
Sinopse: O Labirinto do Fauno (El Laberinto del Fauno, 2006) é com certeza um dos melhores filmes do ano. O cineasta Guillermo Del Toro apresenta uma fábula sombria recheada de metáforas e alegorias. Além de ser puro entretenimento, o longa também é uma ótima refeição mental para os cinéfilos e amantes da literatura fantástica. É fácil encontrar referências a filmes como O Iluminado, A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, O Mágico de Oz, Hellboy (do próprio Del Toro) e livros como Alice no País das Maravilhas e as fábulas de Hans Christian Andersen e dos Irmãos Grimm.
O filme abre com uma pequena narração sobre uma princesa que abandonou seu reino subterrâneo para conhecer a realidade humana e as conseqüências de seu ato. Depois disso conhecemos Ofelia (Ivana Baquero), uma menina de 10 anos fascinada por livros de contos e fábulas com fadas. Ela está viajando junto com a sua mãe Carmen (Ariadne Gil) para o campo, onde vai encontrar seu padrasto, Vidal (Sergi Lopez). Ele é o capitão das forças fascistas do general Franco, que governa a Espanha em favor dos ricos e poderosos com a aprovação da Igreja Católica. Logo de cara percebemos que Vidal é um homem extremamente sádico e que maltrata Ofelia.
Aos redor de sua nova casa, a menina encontra um labirinto que leva a uma trilha subterrânea. Lá ela conhece o Fauno (o mímico Doug Jones), uma criatura metade humana, metade bode, que a convence de que ela é a princesa perdida do reino subterrâneo e que precisa realizar três tarefas para retornar para seu reino. Ao mesmo tempo em que Ofelia embarca nessa viagem repleta de fantasia, Vidal não poupa esforços e sadismo para exterminar os rebeldes que ameaçam o governo.
O mundo fantástico
Realidade e fantasia se completam em um verdadeiro banquete de cenas e personagens inesquecíveis. Visualmente, o filme é soberbo. A cor é extremamente carregada de um sombreado que transforma a narrativa em um livro antigo de fábulas.
Inteligentemente, Del Toro transporta seu argumento para o campo. Cercado de florestas, o público se sente confortável em aceitar que possa existir por ali um universo mítico. Envolvendo este universo estão as duras cercas do mundo real, característica que também marca o trabalho de outros diretores fantásticos, como Tim Burton e Terry Gilliam. O único ingrediente diferente no filme de Del Toro são os toques surrealistas herdados do cineasta espanhol Luis Buñuel, outro que utilizou sua obra para criticar os fascistas.
Esse universo onírico e gótico é a espinha dorsal do filme. Del Toro não delimita o que é fantasia ou realidade. Ele aponta caminhos e deixa que o público embarque na viagem de sua preferência. Mesmo na conclusão, Del Toro contrasta os dois mundos. O espectador tem a possibilidade de escolher baseado em suas crenças pessoais. Quem não acredita em fadas, lendas e mitologia não se sentirá enganado. Otimistas que ainda vêem esperança no mundo caótico em que vivemos ficarão satisfeitos. E essa dualidade fica evidente na personalidade de Ofelia. Ela mostra que talvez a melhor maneira de escapar da realidade seja criando um mundo de fantasia.
Del Toro correlaciona seus personagens fabulescos com os de carne e osso. Nas tarefas, Ofelia é obrigada a enfrentar criaturas horripilantes. Impossível não associá-las à brutalidade de Vidal. Por mais aterrorizantes que sejam as aparências dos seres, fica a impressão de que os humanos são os verdadeiros vilões.
Mundos contrastantes
Fica evidente a diferença entre o mundo de Ofelia e o de Vidal. Ela acredita em sonhos e fantasia, sentimentos e características vitais para o desenvolvimento do ser humano. Vidal é um produto de mundo rígido e fascista. Sua ideologia é baseada na violência. Del Toro aproveita para analisar psicologicamente como homens dessa natureza são resultado de uma relação agressiva e abusiva dos seus pais.
Mas o debate não é só social, mas também político. Vidal não consegue ver nos rebeldes uma ameaça. Para ele, é uma questão de tempo para que todos sejam eliminados. Em A Espinha do Diabo (2001), Del Toro já tinha utilizado crianças para apresentar temas políticos como pano de fundo - a mesma guerra civil espanhola. Os dois filmes se completam em significado. E a mensagem de Del Toro não é sobre a perda da inocência, mas sim de como temos que nos abarcar a ela para conseguirmos sobreviver emocionalmente.
O elemento humano por trás dos comentários e mensagens de Del Toro reforçam ainda mais suas idéias. Todo o elenco está excelente. Mas quem chama a atenção é Sergi Lopez. Impossível desviar o olhar da tela quando ele aparece. Ele cria um vilão completamente odiável e se torna o ser mais asqueroso e repugnante, mesmo rodeado pelas criaturas mais estranhas possível.
Del Toro realizou todo seu filme com uma equipe basicamente mexicana, mas sem dispensar a máquina hollywoodiana. Ele, Alejandro Gonzáles Iñárritu e Alfonso Cuarón (também produtor do filme) são exemplos de cineastas que nunca deixaram de imprimir sua marca autoral em suas produções, mesmo com as amarras dos grandes estúdios. Coincidentemente, ou não, todos os três são produtos de um povo que até hoje é tratado com desprezo pelos norte-americanos. O preconceito está longe de acabar, mas o talento e o sucesso dos três é a melhor resposta.
Elenco: